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26 outubro 2006 

O nosso “andorinha”

























Regozijo. Júbilo. Avassalador. A minha última visita à Bertrand (tenho cartão de cliente e ao fim de uns cobres lá gastos há direito a um vale para descontar nas compras seguintes...) deixou-me extasiado. O nosso MEC tinha um livro seu, de inéditos, nos escaparates. Oh vida!, que me és tão generosa. Eu que ando a saltar de autor em autor, de romance em romance, e esperava há uns anos largos – estilo Pinto da Costa com o seu Largos Dias têm 100 Anos. Não, desculpem, perdoem-me mesmo. Não quero conspurcar um texto a falar do meu ídolo literário com tal belzebu, portanto ignorem esta referência... – por outra obra de referência. Tive que contentar-me com as suas crónicas durante o Mundial da Alemanha, num jornal desportivo que não costumo ler – leia-se, O Jogo, mas leia-se no sentido figurado não no literal! – a não ser por motivos (obrigatórios) profissionais. Longe estava eu de imaginar que estava na calha uma nova obra de MIGUEL ESTEVES CARDOSO, intitulada “A Minha Andorinha”.

Como é seu timbre, o livro vem em jeito de compilação de crónicas, em que mais uma vez se apresenta como embaixador nacional do sentimento contraditório tuga: amamos de verdade este país, mas somos os primeiros a apontar-lhe defeitos e a dizer que mais nenhum lugar do Mundo se passa as coisas que aqui se assiste. Bem ao jeito daquela velha tirada popular, quando aparece no noticiário uma informação estapafúrdia do género A GNR pagou 500 mil euros por armas que não encaixam nas lanchas rápidas e por isso estão arrumadas em armazém, sem utilidade: “Só mesmo neste país”, dito pelo próprio cabeça de casal, com os dois filhos e a excelsa esposa a abanar a cabeça em consentimento sagrado.

Antes de começarem a correr, em atropelos histéricos, para a livraria mais próxima e adquirir o vosso exemplar, deixem-me só dizer que eu tenho o imenso orgulho de fazer parte da reduzida minoria (a redundância é propositada...) dos que conseguiram adquirir um dos 3 mil exemplares da 1ª edição. Tomem lá e embrulhem bem!
Segundo, como já não vão fazer parte desse restrito lote de bafejados pela sorte na vida, bem podem perder mais uns minutos (não se preocupem que a segunda edição vai sair com mais exemplares...) e ler algumas das pérolas que o nosso MEC produziu:

“Que fiz eu então? Primeiro, perdi a cabeça. Depois, caindo em mim, fiz o que faz qualquer homem adulto, com a maturidade de quase cinquenta anos: fui chamar a minha mãe.”
In Muito penhorado e à disposição de vossas excelências

“Mal vesti a minha nova Lacoste, tive consciência que estava a criar um monstro. Irresistível. Mal me vi ao espelho, mesmo antes de me recompor e pensar «Fica-me bem a putette da camisette», senti uma necessidade violenta de me propor casamento; violar-me; ajoelhar-me e venerar-me. As mulheres que me cercam – a minha; as minhas filhas; a minha Mãe; até a própria empregada – não puderam ser tão comedidas. Enlouqueceram. A história do patinho feio que se tornou cisne é softcore. Isto foi muito hard e nada fácil”
In A minha nova Lacoste

“Após uma única semana, fui abatido. Os meus pés – conhecidos por serem classicamente gregos – incharam como se tivessem sido insuflados na praia para servirem de bóia promocional. A cor marmórea, de Carrara, que sempre caracteriza os meus pedúnculos, transformou-se num escarlate brilhante que teria servido para assinalar, no mais denso nevoeiro, uma casa de putas de Amsterdão”
In As pantufas assassinas

E chamo especial atenção para a “A definição lusocêntrica da humanidade”, que não revelo aqui qualquer excerto para não tirar um pingo de prazer quando forem ler toda ela, por inteiro. Achei que seria mau retalhar prosa tão bem produzida, tal como os rodízios brasileiros não chegam ao talho e dizem: “Quero as picanhas já cortadas em fatias bem finas”. O prazer desses nacos está no facto de serem feitos todos por inteiro. Assim tem de ser consumida esta crónica do nosso MEC.

E mais não digo porque também não quero abusar muito do espaço que a Titas me cedeu no seu blog! Também o MEC é um ponto que nos une, para além de ser minha sogra, mas isso são outros quinhentos. Ai, tss, desculpa querida, não era para dizer?!?!?! Olha, agora está dito. E se este último parágrafo não aparecer no post, vou encher a caixa de comentários com “manifes” anti-censura. Vais ver que vai parecer o largo da Assembleia da República um recreio de putos em dias de chuva!

Pedro Figueiredo*




ndr: o nosso companheiro do antigo "pastilhas": molin, o meu genro

"...Nunca é bom sinal começar a reparar nos passarinhos. Mas as andorinhas são um caso especial. Há ali uma identidade trocada qualquer; a tinta-da-china, que pareceu gatafunho a quem tinha tempo para perder com complicações de uma só cor: preto, branco e azul. E cada preto, cada branco e cada azul, claro ou escuro ou cinzento, conforme a andorinha no momento em que a vê — e quando se diz, sempre muito antes de se ver. Faz o quê ? Voa.
Voa apesar de tudo. E, apesar de tudo, voa".
Miguel Esteves Cardoso in " A minha andorinha " assírio & alvim


E se me é permitido usar a frase do teu ídolo literário:

Voa apesar de tudo, Pedro. E, apesar de tudo, voa!

(Eu estarei sempre aqui, no teu/nosso ninho)

Tua
A(dorada)
S(ogra)

e não será hora de voltar, meu querido molin?

É que, vivendo o presente antecipando 'a saudade do futuro', tenho saudades do passado.

Um beijo

Caros camaradas:

A direcção do Comité Central do SinEPSIA (Sindicato dos Escritores Portugueses Sem Inspiração Artística) vem por meio convocar todos os seus associados - que são mais que os simpatizantes do Benfica! - para uma manif de apoio ao nosso companheiro molin. Não faltem à chamada neste hora de luta contra ainda não sabemos bem o quê. Mas como sabem, o papel dos sindicatos é esse mesmo: manifestar independentemente dos motivos.

Contamos com a presença do nosso mais recente associado, Miguel Sousa Tavares, que aderiu à nossa organização depois de conhecida a sua fonte de inspiração para algumas personagens do seu best-seller "Equador". ESTAMOS CONTIGO TAVARES. AGORA É QUE TENS DE SER RIJO!

Que boa notícia!
Andava mesmo a precisar do mimo que é ler o nosso querido "doutor" :)

Para ti, Molin, uma "pastilha" em forma de beijinho doce (quando voltas?, também pergunto) e outra igualzinha para a nossa Titas.

Os meus sobrinhos!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Mil beijinhos
Obrigada Titas!Obrigada Pedro!

Olá linda!

É pena não termos o Pastilhas com o nosso MEC... mas, pelo menos, temos os contactos uns dos outros para nos mantermos em contacto.


Bjinhos, muitos!

Fátima
(Tourinha)

Cá estou eu! Não falto À chamada!!!

Beijinho grande para todos!

elis :)

Domingo a modos que de neura.
Lá me decido a sair de casa e rumo à Barata para aviar o antidepressivo. Já com ele no saco, abanco no Acqua para almoçar. Depois, tomo a primeira dose e o resultado é imediato e visível para os comensais das mesas vizinhas. Espreitando disfarçadamente, tentam descobrir o título do livro que tanto me diverte. (Sim, porque a Lacoste verde cricket fez-me chorar a rir.)
Levanto um pouco a capa como quem receita um medicamento que lhe fez bem.

E, chegada a casa, desconfio que haverá nova overdose como é costume.

Obrigada, MEC :)

Ai que saudades de ler coisas novas do mec, e já agora do Molin... (não te desfazendo querida Titas, mas fica sabendo que eu, de mês a mês, passo por cá para ver como andam as modas... nunca tenho é muito tempo para deixar recados... Vida atribulada de quem trabalha em 4 cidades diferentes, e apesar de ter carta há três anos, não sabe conduzir... Viva o Autocarro!!!)
Beijos aos molhos para os meus queridos pastilhados e afins...
A Vaca!

Excelente e convidativo post.
Lá vou eu comprar o MEC (salvo seja que a família não deixa!) e deliciar-me a lê-lo.
Bjinhos

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