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29 março 2006 

























Diante de mim e à minha volta o espaço do mundo é imenso;
Se me volto de repente, fico aterrorizado, ao sentir o espaço que me rodeia;
Como um homem num barco em águas límpidas e profundas, o espaço assusta-me e confunde-me.

Vejo-me isolado no universo e penso
Que significado posso eu ter. As minhas mãos agitam-se sob
Os céus como partículas de pó flutuando dispersas.

Ergo-me e sinto um vento forte que me impele
Como um moscardo para o crepúsculo, sem que eu saiba
Para onde, ou porquê, ou até como vou.

São tantas as coisas à minha volta, e tão infinitamente
Pequeno eu sou, que pouco importa se conquisto
Minuciosamente o meu caminho para logo me perder?

Como me hei-de orgulhar de poder fazer
Seja o que for em tal imensidade? Sou demasiado
Pequeno para o vento que me arrasta.

D. H. Lawrence, Eastwood, 1985-1930,
Os Animais Evangélicos e Outros Poemas,
Trad. de Maria de Lourdes Guimarães, Relógio D'Água, 1994.

Excellent, love it!
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